Considerações sobre Balanced Scorecard e Business Intelligence

Por: Gustavo Mendonça

gustavomendonca@yahoo.com.br

Desde a revolução industrial, jamais o capital intelectual foi tão crucial quanto hoje para garantir a sobrevivência das empresas. À medida que a administração de empresas evoluiu do estudo dos processos produtivos para o estudo das estratégias competitivas, a informação passou a ser o grande diferencial das companhias aptas à permanência no mercado.

Podemos citar como exemplo de mudança, dentro do escopo da administração empresarial, o impacto da tecnologia da informação nos processos de gestão e na sociedade. Empresas tradicionais, a partir do momento em que o computador foi inserido nos processos produtivos e nas relações de consumo, precisaram lidar com duas consequências inevitáveis: a necessidade constante de revisão das tarefas envolvidas na entrega de valor ao cliente e a redução do ciclo de vida do produto – cada vez mais vulnerável à competitividade do mercado.

Dentro desta nova realidade, como as empresas mantém sua competitividade perante as novas demandas do mercado? Para responder esta questão as empresas precisam investir cada vez mais na gestão de inovação como diferencial competitivo e ter uma sólida estratégia de negócios que oriente seu desenvolvimento.

Este novo ambiente gerou reflexos diferentes no pensamento da administração. Um deles foi o surgimento de novos sistemas de gestão estratégica, dentre os quais se destaca o Balanced Scorecard (BSC). Outro foi a criação de produtos empresariais derivados diretamente das novas tecnologias de informação visando aperfeiçoar os processos de tomadas de decisão, estes representados principalmente pelos sistemas de Business Intelligence (BI). Ambos abordam o uso da informação para melhorar os processos: o primeiro na criação e seleção de indicadores estratégicos para a mensuração das metas e objetivos da empresa, o segundo na mineração de dados relevantes a serem processados em informação através da tecnologia. Mas até que ponto BSC e BI podem ser utilizados em conjunto para potencializar os resultados estratégicos a serem atingidos pelas empresas?

O Balanced Scorecard, metodologia desenvolvida pelos consultores Robert Kaplan e David Norton, é atualmente um dos sistemas de gestão mais utilizados no meio empresarial. A principal característica do BSC é relacionar os tradicionais indicadores financeiros a outros indicadores de competências dentro das organizações, criando um sistema de quatro perspectivas de eficácia estratégica relacionadas entre si: finanças, clientes, processos e aprendizado. Entretanto, a implantação do Balanced Scorecard nas empresas é um processo que gera inquietação. Até 2007, metade das iniciativas de adoção do BSC atingiram resultados aquém do esperado. Estes casos evidenciam a necessidade das empresas de atualizarem o papel que atribuem à área de Tecnologia da Informação (TI), através do fato de que novos sistemas de gestão requerem sistemas de informação condizentes com novas necessidades estratégicas.

Em virtude disso, diversos fornecedores de TI enxergaram uma nova oportunidade. Passaram então a desenvolver sistemas de Business Intelligence relacionados com a metodologia do BSC, aumentando as chances de sucesso na adoção do sistema de gestão. Alguns sistemas de BI possuem módulos complementares de BSC, outros são inteiramente voltados para a sua implantação e utilização. É função de toda a empresa identificar qual é a sua demanda de sistemas de BI para o sucesso da implantação do BSC.

Robert Kaplan e David Norton lançaram o conceito do Balanced Scorecard em meados dos anos 90. É um sistema de medição de desempenho baseado em indicadores relacionados a áreas financeiras e operacionais, em contraposição à mensuração puramente financeira tradicional. Os indicadores são definidos de forma equilibrada em quatro perspectivas: financeira, do cliente, dos processos internos e de aprendizado e crescimento. É importante ressaltar que uma empresa, antes de implantar o BSC, precisa ter uma estratégia definida. Caso contrário, a mensuração dos indicadores torna-se vazia, pois não se pode determinar a contribuição dos mesmos para a empresa mesmo que atinjam as metas satisfatoriamente.

O sistema foi desenvolvido pensando na importância que a administração estratégica já representava às empresas naquela época. Assim, eles relacionaram as perspectivas em um enfoque de planejamento top-down para que o sistema se alinhasse com as necessidades financeiras das empresas, apesar de preocuparem-se igualmente com outros aspectos. Na prática, isso significa que as quatro perspectivas contribuem de formas equilibradas e distintas para as empresas.

A perspectiva financeira, tal qual na abordagem tradicional da administração, é o fim último de todo o sistema, determinando o sucesso da empresa. Entretanto, no BSC os objetivos financeiros são necessariamente consequências da perspectiva de clientes, como a abordagem estratégica em um ambiente de negócios altamente competitivo como o atual exige. Uma empresa cujos resultados financeiros são atingidos de forma desvinculada dos resultados da relação com os clientes é considerada, de acordo com o BSC, uma empresa que não atinge os objetivos. Da mesma forma que as finanças são consequências das relações da empresa no mercado, a perspectiva dos clientes é relacionada diretamente com a perspectiva de processos, responsável pelas práticas que diferenciam a empresa e criam as vantagens competitivas. Por sua vez, processos capazes de potencializar os resultados operacionais de vendas só podem ser criados e implantados por pessoas capacitadas para tanto, relacionando diretamente a perspectiva de processos com a perspectiva de aprendizado.

No BSC o início do processo de gestão estratégica está na perspectiva de aprendizado, que vai para a perspectiva de processos, prossegue para a perspectiva de clientes e culmina na perspectiva financeira. Em termos táticos, são os próprios indicadores que garantem a coesão linear entre as perspectivas. Para isso, eles são elaborados de forma que o resultado de cada indicador seja fonte para o atingimento de metas do indicador seguinte, estabelecendo dentro do BSC relações de causa e efeito que garantem o equilíbrio das perspectivas almejado pelo sistema.

Isso nos permite identificar as vantagens que o BSC pode trazer às empresas. A primeira delas é facilitar para toda a companhia a compreensão da estratégia assumida pela alta direção. Funcionários que tem uma visão clara da estratégia assumida pela empresa percebem claramente sua importância dentro da organização, facilitando a criação de ações necessárias e aumentando o índice de produtividade dos mesmos. Outra vantagem é a ênfase que o BSC dá à busca de inovação, através das perspectivas de aprendizado e processos. Ao colocar estas perspectivas no início da cadeia, o BSC fomenta a capacidade de inovação das empresas, seja em processos internos ou em produtos e serviços, pois a transforma em fonte primeira da rentabilidade financeira a ser atingida pela empresa. Outro bem valorizado através do BSC é o capital intelectual, pois só com ele o aprendizado dos processos necessários à satisfação dos clientes e consequente retorno financeiro é possível. Em resumo, o BSC integra eficazmente no processo produtivo das empresas as três condições essenciais de competitividade no mercado: pensamento estratégico, capacidade de inovação e conhecimento.

Em virtude do que é o BSC, ele precisa ser implantado pela alta direção das empresas. Afinal, ela é a responsável pela estratégia da companhia, portanto ela tem a prerrogativa de alinhar o BSC ao planejamento estratégico. Ressaltando que, antes de uma empresa implantar o BSC, é necessário implantar a estratégia que orientará o uso do sistema.

Em função da estratégia definida – que se torna visível na empresa através da visão e missão declaradas – o próximo passo é identificar, dentro da organização, as relações entre as diferentes unidades de negócio que integram toda a atividade empresarial. Muitas vezes, a contribuição de cada uma para o resultado final da empresa é envolta por uma nebulosidade de dúvidas. O papel de cada unidade de negócios no processo produtivo nem sempre é claro. É fundamental que isso seja esclarecido, para que na fase de elaboração do BSC as relações de causa e efeito dos indicadores sejam identificadas. É também nesse momento em que, de acordo com a estratégia adotada, são determinados os fatores críticos de sucesso para a empresa.

Evidentemente, de nada adianta elaborar estratégia, descobrir relações entre as unidades de negócios e definir fatores críticos se a empresa não tiver meios de mensuração dos indicadores escolhidos. Similarmente, a comunicação interna também tem papel de destaque na transmissão dos objetivos a partir da alta administração para os níveis operacionais.

Com isso, é possível perceber que, apesar da promessa de um desempenho empresarial promissor através do BSC, as dificuldades para a implantação do sistema podem ser muitas. Para além do fator cultural, a complexidade de certas organizações tenderia a inviabilizar o sistema, não fosse o atual estágio da tecnologia da informação que hoje fornece ferramentas que minimizam esses problemas.

O conceito de Business Intelligence remonta ao séc XVI, quando a Rainha Elizabeth I, visando ocupar os territórios conquistados, determinou que a base da força inglesa fosse “informação e comércio” e solicitou ao filósofo Francis Bacon que inventasse um sistema dinâmico de informação, o qual foi amplamente aplicado pelos ingleses. Tecnologicamente falando, alguns associam a origem da BI ao desenvolvimento da microinformática, o que possibilitou às áreas corporativas não relacionadas a TI empregarem através de computadores as primeiras análises de dados e cruzamento de informações dentro da empresa. Basicamente é isso que significa BI nos dias de hoje: desenvolvimento tecnológico que facilita a “captação, extração, armazenamento, filtragem, disponibilidade e personalização dos dados”. Se por um lado o surgimento do computador pessoal iniciou a BI, os Data Warehouses impulsionaram a amplitude de suas aplicações empresariais a ponto de hoje constituir uma série de ferramentas gerencial quase imprescindível. Mais recentemente, a computação em nuvem facilitou a muitas empresas o acesso a estes sistemas de informação. Dentre os vários aplicativos de BI podemos citar Data Marts, Data Mining, Ferramentas OLAP, entre outras. Inclusive os sistemas de ERP, que representam “os sistemas integrados de gestão empresarial cuja função é facilitar o aspecto operacional das empresas” estão associados à BI.

Como as ferramentas de BI são necessariamente voltadas para a tomada de decisão através da análise de dados e informações, a integração com o BSC torna-se natural. A principal contribuição que um sistema de BI pode fornecer ao BSC, em termos genéricos, é viabilizar o acesso às informações que vão permitir a mensuração dos indicadores de operação. Especificamente, os benefícios da BI ao BSC são indiretos, pois os sistemas de BI são implantados em função do fluxo de informações que uma empresa precisa desenvolver para integrar adequadamente as unidades de negócios. Assim como o BSC está para a estratégia, a BI está para a estrutura.

Os responsáveis pela implantação do Balanced Scorecard precisam estar cientes das características dos sistemas de Business Intelligence que as empresas possuem ou pretendem instalar. Em contra-partida, a instalação de um sistema de BI deve contemplar a viabilidade de um BSC ou outro sistema de gestão baseado em mensuração de desempenho.

Os principais fornecedores de sistemas de BI disponíveis no mercado possuem sistemas com características distintivas entre si, possibilitando uma escolha criteriosa por parte dos profissionais envolvidos com o desenvolvimento de um sistema de BSC.

Todas as particularidades dos sistemas devem ser consideradas, tanto em função das necessidades estratégicas, quanto em função do estágio de desenvolvimento de TI em que a empresa está. Entretanto, é importante lembrar que um sistema de BI não torna possível por si só a implantação de um sistema BSC. Os processos são distintos, ainda que o planejamento de um possa facilitar a execução do outro e vice-versa. Os sistemas de Business Intelligence podem colaborar na implantação do Balanced Scorecard de acordo com a complexidade dos processos produtivos e relações entre as unidades de negócio existentes. O que vai determinar a importância de um sistema de BI em relação ao BSC é o estágio de desenvolvimento de TI em cada empresa a ser trabalhada.

No final das contas, o objetivo final de uma empresa que decide pela gestão estratégica através do Balanced Scorecard deve ser a fomentação das condições essenciais de competitividade no ambiente de negócios atual: conhecimento, inovação e pensamento estratégico. Com isso, o desenvolvimento dos sistemas de Business Intelligence em uma empresa torna-se cada vez mais crítico, podendo ser um fator limitante ou viabilizador das condições de competitividade citadas.

Referências bibliográficas:

ABREU, Renato Araújo. “Planejamento Estratégico do Negócio Utilizando os Conceitos do Balanced Scorecard”. 27 nov. 2002
AMBROSIO, Eduardo et al. “Desenvolvimento e aplicação da metodologia baseada no Balanced Scorecard em uma empresa de logística”. In: X Simpep – Simpósio de Engenharia de Produção. Disponível em: <http://www.simpep.feb.unesp.br/anais10/gestaodainformacao/arq08.PDF>. Acesso em: 14 set. 2004.
Business Inteligence Módulo 1 – discutindo origens e conceitos”. Disponível em http://www.nextg.com.br. Acesso em: 08 de set. de 2006.

Sobre o Autor:

Gustavo Mendonça, 37 anos é Bacharel em Propaganda e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM e Especialista em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Desde 2000 atua nas áreas de e-business, projetos de e-commerce e CRM, além da execução de brand strategies e promoção de eventos culturais. Foi professor de Administração Mercadológica do Instituto Nacional de Ensino Superior e Pesquisa – INESP entre 2009 e 2010. Atualmente presta serviços de consultoria em marketing junto ao CDI – Comitê para a Democratização da Informática.

Posted in Empresarial | Leave a comment

Por que as empresas quebram?

Por que as empresas quebram?

Segundo pesquisa recente publicada pelo Serasa Experian, houve um aumento significativo do número de pedidos de falência, principalmente entre as pequenas e médias empresas.

Economistas apontam a inadimplência como fator decisivo para a elevação deste indicador.

Nesta toada podemos citar como vilões os juros ainda elevados, a diminuição do ritmo da economia nacional e a inadimplência dos consumidores.

Com isso, a bola de neve está formada. Entra menos dinheiro do que se gasta e a fórmula da quebra está feita.

Mas será só isso?

Se observarmos as pequenas e médias empresas, especialmente as de administração familiar, vamos encontrar outros fatores que promovem a quebra da empresa. Falta de planejamento, confusão financeira e desantenção ao mercado são problemas que surgem antes da inadimplência, seja ela de quem for e, se corrigidos a tempo, salvam a empresa da quebra.

Planejar: O planejamento é essencial para qualquer tipo de empresa. Que seu planejamento seja grande ou pequeno, pouco importa, mas tê-lo é fundamental para enxergar o caminho que será traçado para determinado objetivo.

Confusão financeira: Confusão financeira é a mistura das finanças da empresa com as finanças da família. A utilização de recursos financeiros ou linhas de crédito a disposição da empresa para suprir as necessidades da família é uma tentação recorrente para muitos. Tenha bem separadas as suas contas pessoais e as contas da empresa, não exceda o seu limite da gastos acreditando que a empresa deve arcar com isso. Fuja destas tentações.

Desatenção ao mercado: O mercado conversa com você! Contudo, você, na maioria das vezes, insiste em não prestar atenção aos seus sinais. Ter atenção aos indicadores do mercado é uma das formas mais antigas de se prevenir eventuais desastres. O mercado sempre vai “dizer” que caminho tomar ou para onde ele está te levando. Cabe a você avaliar isso antes, e definir seu próprio rumo.

No fim, vemos que o que quebra uma empresa e faz aumentar os índices de pedidos de falência não é a inadimplência ou a situação econômica atual, mas sim a ausência de uma administração objetiva.

Se você quer fugir deste índice invista em capacitação e aprimoramento profissional e contorne, através de meios lícitos, os percalços empresariais.

Marcus Maida

Posted in Empresarial | Leave a comment

Processos de Negócio

Processos de Negócio

Por: Mário Henrique Trentim

mario.trentim@gmail.com

Atualmente, a Modelagem de Processos de Negócio (Business Process Modelling – BPM) é essencial para as organizações na medida em que permite identificar pontos de melhoria e entender melhor o funcionamento da própria organização. Além disso, a modelagem de processos de negócio facilita a implementação de sistemas de gestão empresarial (Enterprise Resource Planning – ERP), o que permite uma coleta de dados relevantes de maneira mais fiel.

As noções de modelagem também ajudam a utilizar melhor as metodologias de planejamento estratégico, como o Balanced Scorecard (BSC).

Um Processo de Negócio é uma atividade, ou um conjunto de atividades, realizada por uma empresa (ou qualquer outro tipo de organização) para criar ou adicionar valor aos seus clientes. Um processo tem pontos de início e fim bem definidos (entradas e saídas estabelecidas), cada um dos quais associados com um cliente.

O termo Cliente deve ser entendido de modo amplo como sendo um cliente externo ou interno à organização. Pode ser útil visualizar os processos de negócio como uma estrutura hierárquica, com os principais processos no topo, cada um formado por sub-processos, e assim por diante. Um negócio (empresa) pode ter entre cinco, nove ou mais processos de negócios principais, e esses podem atuar através das divisões, departamentos ou áreas funcionais da organização. Este número depende muito do enfoque das pessoas que identificam os processos de negócios.

Pensar em termos de Processos de Negócio permite criar modelos que ajudam a entender o funcionamento (fluxo de processos) dentro da empresa, facilitando a análises e propostas de melhoria. A Modelagem de Processos se baseia em diagramas (Diagramas de Processos) que mostram as atividades da empresa, ou de uma área de negócios, e a sequência na qual são executadas.

A modelagem de um processo pode envolver diversas áreas funcionais, requerendo um trabalho conjunto de pessoas nos respectivos setores. Este trabalho de modelagem permite ainda que os participantes interajam e obtenham um maior entendimento global do negócio. O modelo do processo é o ponto central para que os participantes definam mudanças para melhoramento do processo ou mesmo um desenho completamente novo. Pode ser identificado se um processo é eficiente e eficaz, ou mesmo antecipar sua complexidade, redundâncias e não conformidades (problemas).

A comunicação do processo , de forma eficiente, para outras pessoas é fundamental. Por melhor que seja um processo, se a comunicação para outros for deficiente, principalmente para aqueles que vão implementar o processo, o esforço desenvolvido pela equipe terá sido em vão.

Bons modelos de processos devem ser claros e sucintos (o mais simples possível). A modelagem de processos pode ser feita através de três tipos de diagramas:

  • DIAGRAMA DE HIERARQUIA DOS PROCESSOS – consiste na apresentação dos processos identificados por uma estrutura semelhante a um organograma;
  • DIAGRAMA DE CONTEXTO – mostra as entradas e saídas externas da organização ou setor em estudo, além dos seus relacionamentos internos;
  • DIAGRAMAS DE PROCESSOS – fluxograma inter-funcional que apresenta as atividades, e sua sequencia, para converter entradas em saídas (estudo detalhado do processo).

Observa-se que a complexidade dos diagramas é crescente. Ou seja, iniciamos por uma abordagem hierárquica de alto nível, definindo os processos macro na Organização, que seriam aqueles principais ligados às atividades-fim da empresa. Esses processos são divididos em subprocessos mais simples até o menor nível. A partir destas informações, são feitos os diagramas de contextos, considerando não apenas as atividades, mas também as interações (entradas e saídas / interfaces e limites). Por fim, são feitos os diagramas de processos, que são as análises detalhadas de cada processo importante.

Posted in Empresarial | Leave a comment

Por que sua propaganda não está funcionando?

Por que sua propaganda não está funcionando?

Por Luiz Gustavo Rodrigues, InDesign

E-Mail: gustavo@indesign.com.br

Steve Mckee, um dos sócios da agência McKee Wallwork Cleveland, escreveu em sua coluna na revista Business Week um texto com sete pontos bem interessantes que ajudam a responder esta pergunta.

São ótimas dicas para empresas que desejam melhorar o desempenho da sua comunicação. Além disso, são pontos que devem ser compreendidos por algumas agências que parecem não enxergá-los no dia-a-dia.

Segundo o McKee, cada empresa tem a publicidade que merece. Portanto, se a sua comunicação não está funcionando, o problema certamente é com você. Ou seja, quem tem o poder de mudar esse rumo não é a agência que te atende, mas a sua empresa – e mais ninguém.

Não adianta uma agência de qualidade se você só aprova trabalhos que não funcionarão. 

Já no caso das agências, se a publicidade do seu cliente não funciona, você também sai perdendo. Portanto, se seu cliente só aprova trabalhos que você sabe que não vão funcionar, ou você está vendendo mal as suas ideias, ou está na hora de sentar e abrir o jogo com esse cliente. Se ele insistir, pode ser o caso de abrir mão da conta. Isso mesmo. Dispensar clientes que não atendem aos seus critérios é um dos pontos que ajudam uma agência a obter sucesso – mas isso é assunto para um próximo post.
A boa notícia, é que todos os pontos apontados no texto podem ser corrigidos. Vamos lá…

Sua publicidade pode não estar funcionando porque…

1. …é chata.

Por que assistimos TV, ouvimos rádio e lemos jornal? Por três razões: informação, entretenimento e envolvimento.Anúncios que falham em entregar pelo menos dois desses três benefícios não vão funcionar. Assim como ninguém lê todos os textos de um jornal, ninguém presta atenção a todos os anúncios. Você precisa envolver seus futuros clientes em algo interessante ou divertido para que eles te deem um pouco do seu valioso tempo e atenção. A criatividade sempre foi essencial para isso. Hoje em dia, mais ainda.

2. …é irrelevante.

Você não deveria pensar na sua propaganda como algo sobre a sua marca, mas sim como uma extensão dela. Se a sua marca entrasse para o ramo de entretenimento e começasse a produzir filmes, como eles seriam? A idéia está aí. Se sua comunicação for sem graça, grosseira ou arrogante, as pessoas pensarão o mesmo sobre seu produto. O que é verdadeiro na vida, é verdadeiro na publicidade. Se você focar apenas no onde quer chegar, não vai conseguir muito. Ao invés, foque em dar e entregar valor, que coisas boas começarão a acontecer.

3. …é segura demais.

A primeira vez que vi um Ford Taurus, ele chamou muito a minha atenção. O mesmo aconteceu com muita gente, e o Taurus se tornou o carro mais vendido em todos os tempos nos Estados Unidos. Se o taurus tivesse sido mais um daqueles carros sedãs em forma de caixa, provavelmente seria mais um carro normal. Ao invés, ele virou de ponta cabeça todas as convenções da história do design automotivo. Ser diferente não é garantia de sucesso, mas te dá mais chances de ser notado do que se já tiver sido feito antes. Outro ponto importante: tenha em mente que quando você faz algo diferente, as pessoas podem não gostar de você – pelo menos no início. Muitos de nós ficamos chocados com o Taurus no início. Mas suas linhas curvas tiveram uma significante influência no design automotivo. Se você se preocupar muito em ofender alguém, provavelmente não atrairá ninguém.

4. … está tentando fazer muita coisa.

Como sabemos, muitas pessoas não ficam envolvidas pela propaganda. E mesmo quando ficam, por quanto tempo prestam atenção? trinta segundos? Dez? Cinco? O melhor que um anúncio pode fazer e comunicar uma única e breve ideia, e na era da internet – quando as pessoas podem ir até sites buscar informações adicionais que precisam – e loucura falar mais do que isso. Só porque você tem muito a dizer não quer dizer que seu público vai querer prestar atenção em tudo. Faça o seu melhor para estabelecer um simples e único ponto. Faça isso com inteligência e, com a exposição necessária, você pode conseguir.

5. …não tem tempo suficiente para funcionar.

Você não pode tirar o pão do forno antes da hora. Você não pode apressar uma semente a se transformar em uma planta. Tudo que você pode fazer é preparar os ingredientes da melhor maneira, cuidar do jardim com carinho, e esperar até que o pão cresça e os brotos apareçam. O mesmo é verdadeiro com a publicidade. Se você esperar muito em pouco tempo (principalmente com uma verba limitada) certamente se desapontará. Pense no seu próprio comportamento de consumo. Quantas vezes vocês precisa ser exposto a uma mensagem publicitária até que tome uma atitude? Dependendo do nível de interesse das pessoas naquela categoria e da freqüência de compra, pode levar semanas, meses ou até anos para que sua mensagem seja assimilada.

6. …você gosta dela.

Ok, é melhor se você gostar, mas lembre-se de que você não é o melhor juiz para a sua própria propaganda. A razão é simples. Você sabe demais sobre a sua marca e tem muita afeição a ela para permanecer objetivo. Veja o caso do Burger King. Sua publicidade nos últimos anos tem sido um verdadeiro sucesso para o púbico jovem, mas muitas franquias da marca afirmaram não concordar com ela. Os mais inteligentes, no entanto, reconheceram que não são o públic-alvo e a deixaram em paz. Sua propaganda não é para você. Esses pontos parecem contraintuitivos, mas é por isso que não se trata de um negócio para amadores.

7. …seu problema não pode ser resolvido por ela.

Um erro comum que muitas empresas cometem é tentar usar a propaganda para corrigir outro problema. Pode ser um design de produto inapropriado ou desatualizado, uma estrutura de custos não competitiva, um serviço de baixa qualidade ao consumidor, ou inúmeras outras coisas. Não é que isso seja feito intencionalmente. É que é muito mais fácil colocar uma nova mão de pintura para corrigir as rachaduras na parede do que consertar o que está as causando. Nenhuma empresa consegue uma execução impecável, mas até que você consiga manter um histórico sólido de excelência, gaste seu dinheiro com melhorias internas ao invés de publicidade. A pintura pode mascarar o problema por um curto período, mas logo novas rachaduras vão aparecer.

Obviamente, diz Mckee, existem muitas outras razões para a publicidade ter um baixo desempenho – desde uso inadequado de mídia e uma estratégia mal elaborada até contrataques da concorrência. No entanto, os pontos acima, são tão comuns = e tão comumente mal-entendidos – que só de colocá-los fora do caminho sua publicidade já melhora em muito, afirma.

Posted in Branding, Empresarial, Marketing, Publicidade | Leave a comment

Qual sua exposição a riscos?

Qual sua exposição a riscos?

Por Mário Henrique Trentim

mario.trentim@gmail.com

 Riscos

Gerenciamento de riscos [1] é o assunto mais quente do momento. Não é para menos, estamos em crise financeira desde 2008 [2]. Os riscos econômicos, embora sejam os que mais chamam a atenção, podem não ser os riscos mais importantes para sua organização. Isto é, sua empresa pode ser destruída por riscos internos também.

O grande problema é que a maioria das empresas faz uma identificação de riscos muito genérica e qualitativa em nível estratégico. Embora tenhamos subsídios suficientes para fazer análises melhores, isso aparentemente dá muito trabalho. Desta forma, gerenciamos riscos em nível tático-operacional com bastante eficácia quantitativa, ao passo que deixamos os riscos estratégicos apenas parcialmente definidos, identificados e analisados.

Análise sem qualidade

O primeiro paradigma a ser quebrado está relacionado com as análises qualitativas. Ferramentas como matriz de probabilidade-impacto, e critérios e pontuações, não são as ferramentas ideais para análise de riscos. Elas podem ser utilizadas para uma observação inicial e até priorização em alto nível, mas não servem de maneira alguma para comparar riscos nem para identificar seus impactos reais.

Além disso, as ferramentas e técnicas qualitativas sofrem muita influência da subjetividade. [HUBBARD, 2009] [3] realizou um experimento no qual foram fornecidos indicadores de 40 projetos para que os gestores pontuassem a probabilidade e o impacto dos riscos associados, de modo que os projetos pudessem ser comparados. Nesta lista de 40 projetos, 2 projetos do início eram repetidos no final. O resultado da pesquisa mostrou que as notas dadas pela maioria dos gestores eram diferentes para esses mesmos 2 projetos.

O problema da pontuação subjetiva, mesmo que realizada por especialistas, pode ser melhor entendido a partir dos conceitos de ponto de referência e preferências criados por KAHNEMAN [4]. As tentativas de criar escalas numéricas (1 à 10, por exemplo) apenas disfarçam a subjetividade do processo. Numa matriz de probabilidade versus impacto, estamos multiplicando duas grandezas subjetivas. Um risco de probabilidade 5 e impacto 1 seria tratado da mesma forma que um risco de probabilidade 1 e impacto 5. Porém, intuitivamente observamos que os resultados para a empresa serão bastante diferentes.

Pensando em riscos de alto impacto e baixa probabilidade, é ainda mais necessário pensar na análise quantitativa dos riscos. Existem diversas ferramentas e técnicas que permitem decompor os riscos em partes mensuráveis e gerenciáveis. As indústrias nuclear e aeroespacial trabalham com muitas dessas técnicas.

[HUBBARD, 2009] [5] diz ainda que a modelagem errada dos riscos é uma das grandes causas de falha nas análises. Tornou-se comum utilizar a distribuição normal de probabilidade para muitos fenômenos, mas essa não é uma distribuição que se aplica a riscos como os do mercado financeiro e outros. Um dos motivos é que existe correlação entre variáveis, efeito cascata e uma distribuição de probabilidades com caudas longas torna a modelagem gaussiana ineficaz.

Poderíamos evitar crises e acidentes?

A crise financeira de 2008, assim como grandes acidentes e erros de negócio poderiam ter sido evitados por uma melhor governança e gerenciamento de riscos. Consequentemente, diversas normas e padrões estão surgindo, tais como COSO e ISO 31000.

O primeiro passo para o sucesso no gerenciamento de riscos é ter informações confiáveis. Faz-se necessário, então, utilizar sistemas de informação com a filosofia Corporate Performance Management e Enterprise Risk Management. O CPM engloba processos, sistemas e indicadores utilizados para planejar, medir e analisar informações das empresas para apoiar o planejamento estratégico e assessorar a tomada de decisão.

O CPM busca fechar o gap entre planejamento estratégico e execução, criando um processo contínuo de desenvolvimento estratégico [O’BRIEN, 2007] [6] para que projetos e processos estejam alinhados com os objetivos da organização e que os recursos sejam utilizados de forma coordenada e eficiente.

Na verdade, o CPM não é algo realmente novo. Trata-se de uma reorganização de Business Intelligence e Planejamento Estratégico para a criação de sistemas integrados de informações e indicadores em todos os níveis da empresa. Essas informações permitirão lições aprendidas e histórico, o que melhora as estimativas e previsões, proporcionando um aprendizado de planejamento e execução.

Conclusão

Antes de pensar no gerenciamento de riscos, precisamos fortalecer a comunicação, governança e os sistemas da empresa. O problema da execução mencionado por [CHARAN, 2002] [7], em grande parte, está relacionado com a precariedade das comunicações internas e com a falta de qualidade nas informações gerenciais.

Sem uma base de informações e processos bem estabelecidos, a análise de riscos torna-se por demais subjetiva, disfarçada de ferramentas e métodos qualitativos. Tomar decisões com base nessas análises pode ser muito perigoso para a organização não apenas do ponto de vista econômico, mas também social, ambiental e tecnológico, podendo inclusive resultar na morte da empresa.


[1] Sobre “Gerenciamento de riscos” ver em:  http://www.infoq.com/br/articles/agile-scale-fail-risk

[2] Sobre a Crise de 2008 ver em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_econ%C3%B4mica_de_2008-2011

[3] HUBBARD D.W.; The Failure of Risk Management: Why It’s Broken and How to Fix It; Ed.: JOHN WILEY TRADE; 1ª Edição; 2009

[4] Daniel KAHNEMAN, www.nobelprize.org/nobel_prizes/economics/laureates/2002/kahneman-autobio.html

[5] HUBBARD, D.W.; 2009; op. cit.

[6] O’BRIEN, F.A.;et al; Supporting Strategy: Frameworks, Methods and Models; Ed.: JOHN WILEY PROFESSIONAL; 1ª Edição; 2007.

[7] CHARAN, R.; et al; Execution: The Discipline of Getting Things Done Ed.:RANDOM HOUSE-UK; 1ª Edição; 2011

 

Posted in Empresarial, Gestão de Riscos | Leave a comment

Bate-Papo : Pedro Melo – Franquias no Brasil, um bom negócio para jovens empresários?

Bate-Papo : Pedro Melo – Franquias no Brasil, um bom negócio para jovens empresários?

Nosso bate-papo deste mês será com o Doutorando em Administração pela USP, PEDRO  MELO. Mestre em Administração pela PUC-SP, Docente do curso de Administração de Empresas na área de Gestão Estratégica da PUC-SP e em cursos de pós-graduação e MBA em instituições da cidade de São Paulo, PEDRO MELO, possui pesquisas realizadas sobre o segmento de franchising desde 2004 envolvendo questões sobre estratégia, inovação, internacionalização dentre outros assuntos.

BLOG: Com a existência de mais de 1,6 mil redes de franquia em atuação no Brasil podemos dizer que o mercado brasileiro está aquecido para esta opção de negócio?

PEDRO MELO: O Brasil é um país emergente, e como tal apresenta boas opções de negócios atrelado, sobretudo, a classe C. Temos vistos muitas redes de franquias moldarem os seus negócios para atenderem à este público. Ademais, com o aumento da informalidade no mercado de trabalho, o sistema de franchising tem sido uma das opções cada vez mais demandada pelos empreendedores. A ressalva a ser feita é sobre como escolher uma rede de franquia, por mais que muitos negócios adotem o modelo de franchising, sabemos que há níveis de desenvolvimento diferente entre as redes de franquias.

BLOG: Observando o mercado, vemos que existem diversas franquias que atuam no mesmo nicho, como por exemplo, as de depilação a laser, escolas de inglês e mesmo de frozen yogurt.  Assim, no que deve o futuro franqueado atentar para escolher entre as diversas opções existentes em cada segmento?

PEDRO MELO: Primeiramente, o futuro franqueado deve ter uma identificação com o negócio que irá adquirir. Por mais que o sistema de franchising não exija conhecimento prévio sobre o ramo de atuação, possuir um negócio sem que se tenha uma identificação não é recomendável, devido à demanda de tempo que irá consumir diariamente.
Posteriormente, a escolha por uma marca, deve se pautar em uma ampla análise: conversar com franqueados destas marcas; analisar com cuidado a abordagem de venda de franquias pelo franqueador, fuja de promessas muito milagrosas; além é claro, de ser recomendado ao interessado, uma análise de mercado feita por ele mesmo para a prospecção de um negócio, isto poderá ser feito em conjunto com algum especialista de mercado.

BLOG: Falando um pouco sobre administração, verificamos que a grande maioria das franquias possui um rígido sistema de gestão e controle do desenvolvimento das atividades do seu franqueado, possibilitando ao franqueado uma segurança maior no desenvolvimento do seu negócio. Mesmo com este quadro, podemos considerar que o nível de formação técnica do empresário é essencial para o sucesso do negócio?

PEDRO MELO: Isto dependerá do grau de abertura imposto pelo franqueador, há redes em que o franqueado é de fato um gerente operacional, entretanto o franqueador possui uma equipe competente que consegue desenvolver novos produtos e serviços, além de desenvolver a marca, dentre outros aspectos essenciais. Por sua vez, em redes onde é possível encontrar maior abertura para a participação do franqueado, a postura empreendedora faz a diferença, conseguindo agregar tanto a sua própria unidade como à rede de franquias.
Ademais, o perfil de liderança de equipes e cumprimento de metas, sem dúvida alguma é essencial em qualquer uma das situações mencionadas acima.

Posted in Empresarial, Franquias | Leave a comment

A importância da estratégia tributária nas atividades empresariais – uma análise necessária

Introdução

É de constatação de todo o empresariado, desde os micros até os grandes, que, lentamente, ano a ano, os lucros líquidos tem dimunuído cada vez mais, ao passo que o faturamento crescente, ocorre.

À primeira vista tal fenômeno parece estranho e/ou anormal, porém não o é. Para qualquer profissional da área, dotado de métodos matemáticos e/ou contábeis analíticos básicos, pode-se constatar sem nenhuma dificuldade a origem deste fenômeno: a tributação e os encargos sociais – que hoje, em nosso país foram unificados quando da criação da “SUPER RECEITA FEDERAL”.

Conforme já amplamente conhecido, nosso país possui uma das maiores cargas tributárias entre as nações do mundo, chegando próximo a 40% (quarenta por cento) em alguns setores da atividade econômica nacional.

Dos objetivos governamentais

Muito além das alíquotas tributárias em si, os Estados – não só o brasileiro como muitos outros – tem como meta não só o aumento e/ou administração dos orçamentos públicos, como também, e principalmente, garantir que as empresas e as pessoas físicas recolham os impostos no prazo estipulado, com o objetivo de não comprometer os pagamentos dos custos e despesas públicas – que aumentam ano a ano.

Desta forma, a fiscalização tributária se desenvolve em escalas exponenciais. Esta situação impõe ao empresariado – que é a principal fonte arrecadatória dos Estados formais – o fenômeno citado quando do início deste artigo: a necessidade do aumento do faturamento sem que o lucro líquido, que é o principal objetivo das personalidades jurídicas, aumente à mesma proporção.

Esta situação, por si só, exige que o empresário faça articulações que convirjam satisfatoriamente aos objetivos do seu negócio: maximização dos lucros líquidos.

Das estratégias tributárias

Estas articulações podem ser realizadas de duas únicas formas legais: (1) Articulações políticas que impliquem na diminuição legal da carga tributária e (2) Articulações jurídico-contábeis utilizando as leis e normas já em vigor.

A primeira opção – articulações políticas que impliquem na aprovação de leis e normas que diminuam a carga tributária – não é tópico deste artigo, restando, portanto, a segunda opção – articulações jurídico-contábeis – para nossa discussão.

Nesta situação, a definição da estratégia, tanto jurídica quanto contábil das instituições faz-se necessária. Frisa-se que, dependendo do setor econômico de atuação, tal medida pode implicar na viabilidade ou inviabilidade das operações empresariais.

Das possibilidades de maximização do Lucro Líquido

Juridicamente devem-se estabelecer os objetivos empresariais em quantos subsistemas menores sejam possíveis, ou seja, quantas sub-atividades e/ou sub-produtos são passíveis de caracterização individual, gerando, então, a possibilidade de formação de várias personalidades jurídicas que, juntas, atenderão aos objetivos empresariais em questão.

Posteriormente devem-se averiguar as possibilidades de enquadramento fiscal de todas estas personalidades jurídicas menores, individualmente.

Este procedimento implicará na forma de tributação, e consequentemente, na estratégia contábil a ser desenvolvida pelas personalidades jurídicas já listadas: se por (a) SIMPLES, (b) Lucro Presumido ou (c) Lucro Real; bem como na estratégia de relação sindical – que implicará no dimensionamento dos custos e despesas com RH.

É sabido que a escolha da forma de tributação traz consigo custos e despesas intrínsecos a ela, desde a atividade contábil em si até a contratação de pessoal e/ou aquisição de equipamentos e softwares que venham a viabilizar operacionalmente tal escolha.

Estas despesas não podem ser esquecidas quando do dimensionamento da cadeia de personalidades jurídicas adequada.

Outra possibilidade que não pode ser ignorada é a de se instalar, em parte ou totalmente, em localidades geograficamente diferentes, seja em outros Estados da Federação ou mesmo em outros países.

Esta prática pode alavancar substancialmente os lucros, uma vez que a política e normatização tributária de outras regiões podem possuir alíquotas e/ou condições mais atrativas, sem se esquecer dos custos operacionais intrínsecos a essa escolha. Ao final desta análise, optar-se-á pela concatenação de personalidades jurídicas que, em conjunto, gerem a menor incidência tributária e menores despesas operacionais, alcançando, então, a situação ótima.

Recomenda-se, para esta análise, que seja montada uma equipe multidisciplinar de profissionais experientes em cada uma das áreas necessárias: contabilidade, jurídica e engenharia de processos e logística (sejam industriais, comerciais ou serviços), visando a solução ótima para a atividade empresarial em questão e, consequentemente, a maximização dos lucros líquidos finais.

Posted in Empresarial, Planejamento Tributário | Leave a comment

Notas sobre Vendas

Para muitos  a arte de vender é algo inato. Para outros, esta é a coisa mais simples e comum que pode existir.

Este texto não possui intenção de exaurir o tema, aliás esta pretensão passa longe.

O intuito é mostrar que é possivel para todos, com as ferramentas adequadas, atingir o sucesso em vendas.

Todos podem vender. Trata-se de informação, foco e inteligência.

Algumas dicas importantes são:

1. Conheça seu produto ou serviço.

Nada pior do que conversar com alguém que está tentando te vendar algo e sabe menos do produto ou do serviço do que você.

2. Conheça os demais “players” do mercado e suas principais características.

Saiba comparar produtos e serviços, e principalmente comparar vantagens e desvantagens.

(sim, vantagens!  Todos os produtos e serviços possuem vantagens, não as subestime)

3. Nunca critique ou ataque um produto ou serviço concorrente.

Denegrir o produto ou serviço concorrente para enaltecer o seu próprio, além de deselegante é antiético.

O consumidor inteligente despreza isso.

4. Conheça as necessidades do seu cliente.

Com um público alvo bem definido, é possível identificar as necessidades que podem atrair o consumidor ao seu produto ou serviço.

Usar a inteligência para apresentar o seu produto ou serviço de modo que o resultado esperado desemboque na solução que você está trazendo é uma alternativa segura.

5. Não tente ludibriar o seu consumidor.

Não prometa soluções milaculosas ou utópicas. Estamos na era da informação, é fácil checar resultados e informações.

6. Pesquise, estude, mantenha-se informado.

Informação é a base de tudo. Aproveite as facilidades da vida moderna e mantenha-se atualizado para não ficar atrás dos concorrentes.

7. Construa uma relação de confiança.

Mostre conhecimento técnico, aja com sobriedade, ética e foco.

A concretização da venda normalmente depende de outros fatores, tais como preço, condições e prazos, fatores altamente flexíveis.

Para atingir este estágio, é preciso conquistar o cliente.

Com empenho e dedicação é possível chegar ao estágio seguinte.

Boas vendas!

Posted in Vendas | Leave a comment

Como contratar melhor

Se perguntas como: “Existem realmente bons candidatos por aí, ou a “safra” anda ruim mesmo?” , “Será que estou procurando no lugar certo?” e “Quem devo contratar?” rondam a sua cabeça, abaixo  temos algumas dicas que auxiliarão nesta empreitada.

Antes de pensarmos no candidato ou na seleção em si, devemos nos focar na vaga.

Objetivamente, desenhe a vaga. As características mínimas do candidato e as atribuições do serviço.

Defina nível de instrução e tipo de formação atentando à área de concentração. Também é importante definir se para a vaga aberta é necessária a experiência prévia.

Sobre o salário a ser ofertado, faça uma pesquisa e verifique quais salários empresas do mesmo porte tem praticado para a mesma vaga. Lembre-se de planejar um crescimento salarial escalonado.

O fundamental antes mesmo de abrir um processo seletivo é definir as características mínimas que o candidato a vaga tem que oferecer.

Estes filtros evitam entrevistas desnecessárias e consequente perda de tempo.

No processo seletivo, tenha em mente algumas dicas:

1 – Selecione para a entrevista apenas os currículos que atendam o desenho da vaga;

2 – Busque no candidato características que se ajustem às da cultura da empresa;

3 – Conheça as motivações do candidato e o que o levou a se candidatar a vaga;

4 – Procure no candidato, objetivos que estejam de acordo com os objetivos propostos para a vaga.

Durante a entrevista, procure sempre ouvir mais e falar menos. Pergunte sobre as experiências profissionais anteriores e peça especial destaque tanto para projetos de sucesso desenvolvidos e como também para eventuais fracassos.

As características essenciais para um candidato a vaga em qualquer pequena ou média empresa devem ser a organização, adaptação a mudanças, criatividade e comprometimento com o trabalho em equipe.

Utilizando estes filtros e estas rápidas dicas com certeza será mais fácil encontrar o candidato ideal para a sua vaga.

Posted in Recursos Humanos | Leave a comment

Afinal, onde devo investir?

Com grande frequência ouço esta pergunta quando estou conversando com determinados empresários e sempre antes de respondê-las, tento entender alguns aspectos, como:

- Quais são os controles reais que você extrai do seu financeiro?

- Você faz ideia do tamanho do mercado em que seu negócio está inserido?

- Você conhece todos os fatores envolvidos em seu processo, interno e externo?

Na maioria dos casos acabo recebendo sempre as mesmas respostas, como por exemplo:

- Sei que faturo dezenas de milhares de reais ao mês e meus custos giram em torno de unidades de milhares de reais.

- Sim, meu mercado é muito grande, está em franco crescimento e possuo uns três ou quatro concorrentes.

Atenção: para um empresário que deseja obter sucesso, a exatidão é rigorosamente necessária, pois quando ofertarmos nossos produtos ou serviços ao mercado, este reagirá na mesma grandeza do nosso planejamento.

Quando falamos sobre qualquer um de nossos indicadores, precisamos de exatidão nestas informações e fazendo uma analogia, não dá pra encarar uma prova de maratona sem conhecer certos dados: distância, tempo, condições climáticas e seus adversários.

Pois é, se quisermos vencer, precisamos começar a articular nossas informações e é definitivamente essencial possuir Inteligência Competitiva.

Um determinado autor definiu a Inteligência Competitiva como um processo sistemático, que transforma pedaços e partes aleatórias de dados, em conhecimento estratégico.

Devemos sempre ter isso em mente, pois as empresas vencedoras sabem disso e utilizam desta ferramenta para nos vencer nesta maratona que se chama Mercado.

Se vale um conselho neste momento, acorde e comece a “bilhetar”, ou seja, comece a reunir informações do seu financeiro, do seu mercado e tudo mais que conseguir medir.

Depois as organize numa linha de tempo, cruzando com seus fatos geradores e assim você verá que reuniu tantas informações importantes e que este conteúdo, elevará o pensamento analítico sobre seu negócio e sobre a posição que ele se encontra no Mercado.

Realmente o segredo está aqui: se você quer investir em algo dentro do seu negócio, comece com esta reunião de informações, que são base de conhecimento para qualquer tomada de decisão e aí sim, você aumentará a força competitiva de seu negócio e o sucesso chegará rapidamente.

Posted in Empresarial | Leave a comment